O Aterro da APA do Rio Tietê sob a perspectiva da luta de classes.
As desigualdades sociais e econômicas, bem como a exploração dos recursos naturais em benefício de uma classe dominante dentro do sistema capitalista em busca de lucro, frequentemente ignora os impactos ambientais e sociais de suas atividades.
No contexto do aterro de inertes e do crime ambiental na APA do Rio Tietê em Suzano-SP, a forma como a atividade econômica está sendo conduzida, colocando os interesses financeiros acima da preservação do meio ambiente e dos direitos das comunidades locais gera uma verdadeira catástrofe.
Esta estrutura econômica e política que permite a destruição ambiental e a exploração desenfreada dos recursos naturais em detrimento do bem-estar das pessoas e do equilíbrio ambiental faz parte da identidade do atual governo da cidade.
A relação entre o aterro de inertes e as dinâmicas do capitalismo selvagem, expõe as relações de poder e as desigualdades sociais envolvidas. A especulação e o capital predatório estão perpetuando a destruição ambiental em busca de lucro, explorando a mão de obra e marginalizando comunidades vulneráveis a partir de um governo local inescrupuloso e um prefeito municipal fraco, omisso e frouxo.
Torna-se importante e fundamental a conscientização e a ação coletiva para combater essas injustiças ambientais. Precisamos construir e ampliar nosso esforço e encorajar a mobilização das comunidades afetadas, a formação de MDAAPART, movimento social incipiente, porém combativo, busca por mudanças estruturais que coloquem os interesses das pessoas e do meio ambiente em primeiro lugar.
Além da necessidade de ampliar a ação do movimento e a conscientização das comunidades afetadas temos o apoio da bancada de deputados da Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, compostas por marina Helou, Paula e Mariana da Bancada Feminista, Monica Seixas, Guilherme Cortez e Ediani, que estão construindo uma ação popular de denuncia ao Ministério Público para fortalecer a luta em defesa dos direitos das comunidades locais.
O MP de Suzano instaurou inquérito administrativo para apurar a ingerência ocorrida na Cetesb, a prevaricação do governo municipal de Suzano e as responsabilidades da Mineradora Mogiana e da Imobiliária Mediterrâneo que são os titulares desta ação predatória contra a APA do Rio Tietê e a cidade como um todo.
Também contamos nesta luta com o apoio de Ivan Valente, Deputado Federal, de Inês Paz, Vereadora na cidade de Mogi das Cruzes e Marcelo Candido, ex-prefeito de Suzano que, juntos, representaram à Procuradoria Geral da Republica estes fatos que envolvem a destruição da APA do Rio Tietê em Suzano.
Porém existe uma capa de legalidade criada para dar cobertura a este crime. A interpretação do Plano Diretor por parte das autoridades, que alteraram a lei em 2018 para facilitar a especulação predatória e criar condições para o financiamento, também criminoso, das ações políticas do gruo que corrompe partidos e conduz uma política sem transparência na região a partir de Suzano.
Temos uma situação que a luta de classes está estabelecida. Dê um lado o capital predatório e especulativo de um grupo de empresários sem escrúpulos aliados à superestrutura do governo local que cala a imprensa e a câmara de vereadores que não fiscalizam e não se organizam para defender a cidade. Permitem que o executivo, refém de acordos espúrios avance na destruição da cidade.
As fotos abaixo não deixam dúvidas da gravidade da situação.






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